sexta-feira, 15 de setembro de 2017

532 - Tradução portuguesa “As bibliotecas e a implementação da Agenda 2030 da ONU” : Notícia BAD

Tradução portuguesa “As bibliotecas e a implementação da Agenda 2030 da ONU” : Notícia BAD



Desde o início deste ano que a BAD assumiu o compromisso junto da IFLA de fomentar em Portugal uma maior consciência junto dos profissionais e dos decisores políticos sobre a importância das bibliotecas e do acesso à informação no âmbito da Agenda 2030 da ONU e quanto ao seu contributo para o cumprimento das metas dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
No seguimento na participação no IAP (Internacional Advocacy Programme) da IFLA, da realização de workshops e seminários sobre o tema, da divulgação junto da comunidade profissional dos principais documentos orientadores e da preparação de um questionário nacional para recolha de projetos relevantes desenvolvidos por serviços de informação, a BAD contribui agora também na tradução para português dos principais documentos da IFLA.
Está já disponível no website da IFLA a versão portuguesa do documento “Toolkit: Libraries, Development and the United Nations 2030 Agenda”. Este conjunto de ferramentas tem como objetivo auxiliar os profissionais no seu trabalho de advocacy junto dos decisores locais e nacionais, por forma a garantir que as bibliotecas e o acesso à informação são referidos nos Planos de Desenvolvimento Nacionais enquanto meio para garantir o cumprimento dos objetivos definidos na Agenda 2o30 da ONU

531 - IFLA Global Vision

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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

530 - As bibliotecas escolares do concelho de Almada | Revista


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Foi publicado o 14º número da revista digital do Centro de Formação de professores de Almada (Almadaforma) sendo este totalmente dedicado ao trabalho das BE do concelho de Almada.



Índice:


Editorial - 3
As Bibliotecas Escolares do Concelho de Almada - 4
As Bibliotecas Escolares no século XXI - 6
As Bibliotecas Escolares no Agrupamento de Escolas Emídio Navarro - 10
Bibliotecas Escolares: para quê? - 15
A Utilização das Redes Sociais – ao serviço da promoção da leitura nas Bibliotecas Elias Garcia - 18
A Be/Cre na Escola Secundária Cacilhas-Tejo - 20
As Bibliotecas Escolares LOROSAE - 24
“Pequenas” Coisas, “Grandes” Consequências... na Biblioteca da E. B. D. António da Costa - 26
Bibliotecas Escolares – 1o Ciclo – A. E. Professor Ruy Luís Gomes  -34
No caminho da Informação e do Digital... com a BE – A. E. António Gedeão - 40
Bibliotecas Escolares – 1o Ciclo – A. E. António Gedeão - 41
Bibliotecas Escolares – A. E. Caparica - 43
Bibliotecas Escolares – A. E. Romeu Correia - 44
Um “Mar de Leituras”– Ler+Mar no Agrupamento Anselmo de Andrade - 45
Experimentar a Brincar com Ciência – ciências experimentais no 1o ciclo - 47
Pequenos Grandes Escritores – um projecto da EBS Professor Ruy Luís Gomes - 51
O Que Fazemos Nós Nas Bibliotecas? – Projeto privilegiado e a privilegiar – Leitura-a-par - 52
A Biblioteca e a Educação Especial – A. E. António Gedeão - 53

Ficha Técnica
Directora: Maria Adelaide Paredes Silva
Colaboradores: Alexandra Lopes, Ana Rodrigues, Álvaro Gradíssimo, Equipa CRE LOROSAE, Fernando Nabais, Isabel Braga, Isaura Carvalho, João Proença, Lurdes Gomes, Luzia Pequito, Margarida Pinho, Maria Carla Crespo, Maria de Lourdes Palma, Maria Luísa Ba sta, Maria Teresa Silva, Sara Cacela, Vanda Candido.
Paginação e arranjo gráfico: Domitila Cardoso, Maria da Luz Vieira

terça-feira, 13 de junho de 2017

529 - As bibliotecas

As bibliotecas - Valter Hugo Mãe 

As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem  está a ponto de partir. E nada é pequeno quando tem uma biblioteca. O mundo inteiro pode ser convocado à força dos seus livros.
Todas as coisas do mundo podem ser chamadas a comparecer à força das palavras, para existirem diante de nós como matéria da imaginação. As bibliotecas são do tamanho do infinito e sabem toda a maravilha.
Os livros são família direta dos aviões, dos tapetes-voadores ou dos pássaros. Os livros são da família das nuvens e, como elas, sabem tornar-se invisíveis enquanto pairam, como se  entrassem para dentro do próprio ar, a ver o que existe dentro do ar que não se vê.
O leitor entra com o livro para dentro do ar que não se vê.
Com um pequeno sopro, o leitor muda para o outro lado do mundo ou para outro mundo, do avesso da realidade até ao avesso do tempo. Fora de tudo, fora da biblioteca. As bibliotecas não se importam que os leitores se sintam fora das
bibliotecas.
Os livros são toupeiras, são minhocas, eles são troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde voltam ao início, a serem como crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir. Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e baixo, o esquerda e direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Querem ver e contar. Os livros é que contam.
As bibliotecas só aparentemente são casas sossegadas. O sossego das bibliotecas é a ingenuidade dos incautos. Porque elas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas a cada instante e há sempre quem discuta com fervor o futuro, quem exija o futuro e seja destemido, merecedor da nossa confiança e da nossa fé.
Adianta pouco manter os livros de capas fechadas. Eles têm memória absoluta. Vão saber esperar até que alguém os abra.
Até que alguém se encoraje, esfaime, amadureça, reclame direito de seguir maior viagem. E vão oferecer tudo, uma e outra vez, generosos e abundantes. Os livros oferecem o que são, o que sabem, uma e outra vez, sem refilarem, sem se aborrecerem de encontrar infinitamente pessoas novas. Os livros gostam de pessoas que nunca pegaram neles, porque têm surpresas para elas e divertem-se a surpreender. Os livros divertem-se.
As pessoas que se tornam leitoras ficam logo mais espertas, até andam três centímetros mais altas, que é efeito de um orgulho saudável de estarem a fazer a coisa certa. Ler livros é uma coisa muito certa. As pessoas percebem isso imediatamente. E os livros não têm vertigens. Eles gostam de pessoas baixas e gostam de pessoas que ficam mais altas.
Depois da leitura de muitos livros pode ficar-se com uma inteligência admirável e a cabeça acende como se tivesse uma lâmpada dentro. É muito engraçado. Às vezes, os leitores são tão obstinados com a leitura que nem acendem a luz. Ficam com o livro perto do nariz a correr as linhas muito lentamente para serem capazes de ler. Os leitores mesmo inteligentes aprendem a ler tudo. Leem claramente o humor dos outros, a ansiedade, conseguem ler as tempestades e o silêncio, mesmo que seja um silêncio muito baixinho. Os melhores leitores, um dia, até aprendem a escrever. Aprendem a escrever livros. São como pessoas com palavras por fruto, como as árvores que dão maçãs ou laranjas. Dão palavras que fazem sentido e contam coisas às outras pessoas. Já vi gente a sair de dentro dos livros. Gente atarefada até com mudar o mundo. Saem das palavras e vestem-se à pressa com roupas diversas e vão porta fora a explicar descobertas importantes. Muita gente que vive dentro dos livros tem assuntos importantes para tratar. Precisamos de estar sempre atentos. Às vezes, compete-nos dar despacho. Sim, compete-nos pôr mãos ao trabalho. Mas sem medo. O trabalho que temos pela escola dos livros é normalmente um modo de ficarmos felizes.
Este texto é um abraço especial à biblioteca da escola Frei João, de Vila do Conde, e à biblioteca do Centro Escolar de Barqueiros, concelho de Barcelos. As pessoas que ali leem livros saberão porquê. Não deixa também de ser um abraço a todas as demais bibliotecas e bibliotecários, na esperança de que nada nos convença de que a ignorância ou o fim da fantasia e do sonho são o melhor para nós e para os nossos. Ler é esperar por melhor. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

527 - Inauguração da Biblioteca Escolar na EB1 Cata-vento da Paz em Almada

Hoje viveu-se um momento de festa em Almada: foi inaugurada uma nova Biblioteca Escolar (a 50ª no concelho) na EB1 dos cata ventos da paz do Agrupamento de Escolas Emídio Navarro.    

No contexto da sociedade atual, uma biblioteca escolar tem um papel central no sentido de promover nos alunos a aquisição de competências ao nível da leitura e das literacias, para a formação de cidadãos críticos e autónomos e para a melhoria das aprendizagens em geral.

Acresce-se ainda, como desafio e função para a biblioteca escolar, a recente publicação da resolução do conselho de ministros n.º 48-0/2017 que aprova as linhas orientadoras do Plano Nacional de Leitura http://data.dre.pt/eli/resolconsmin/48-d12017/03/31/p/dre/pt/html no qual se refere que importa:
a)      Criar um vasto compromisso social em torno da promoção da leitura como prioridade política, tendo em vista o desenvolvimento da líteracia e o reforço dos hábitos de leitura na população;
b)      Lançar programas dirigidos a crianças, jovens e adultos, que visem promover o desenvolvimento de literacias múltiplas, designadamente, a da leitura e escrita, a digital: da informação visual, científica e tecnológica, de forma a preparar a população Portuguesa para as exigências da sociedade do Século XXI;
f)  Promover as relações entre a leitura, a literatura, as artes, as ciências e a tecnologia e fomentar a cultura científica, tecnológica e artística, em colaboração com instituições de ciência e de cultura;
Se adicionarmos ainda a ideia de que hoje, a biblioteca não se confina a um espaço físico nem a recursos físicos, mas se prolonga no espaço e no tempo através de recursos virtuais que deverão encontrar-se devidamente seleccionados e organizados e estar disponíveis 24 sobre 24 horas por dia ficamos com ideias bem claras sobre o acerto e a importância de se equiparem as escolas com bibliotecas Escolares, para mais, existindo em Portugal a figura do(a) professor(a) bibliotecário(a) que é um profissional duplamente qualificado, quer em competências de ensino numa sua área disciplinar específica, quer especializando-se em competências de gestão da informação, da leituras de gestão de bibliotecas.

Longa vida às bibliotecas Escolares que contribuam para que se alcancem os objectivos acima. 




domingo, 2 de abril de 2017

526 - Publicação da Unesco: "Using Libraries to Support National Literacy Efforts"

The policy brief on Using Librariesto Support National Literacy Efforts, published by the UNESCO Institute for Lifelong Learning (UIL), is now also available in Spanish, French and Arabic.


It examines the role of libraries in supporting lifelong literacy by looking at how libraries nurture early literacy skills up to advanced levels of literacy proficiency. By providing literacy resources for children, youth and adults at all proficiency levels, they are making an enormous contribution to supporting a reading culture and the creation of a literate society. Libraries need to be involved in policy dialogue connected to literacy. Used strategically, they have the potential to play a key role in promoting national literacy efforts, as they are trusted by people in the communities they serve and are in a good position to provide a wide variety of literacy opportunities.