quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

398 - Assim se faz uma Biblioteca Escolar

 Há dias felizes!

A Biblioteca Escolar do 1º Ciclo dos Arcos em Setúbal foi requalificada. Recebeu estantes e móveis novos e agora está um brinquinho! Que melhor prenda de Natal poderão receber os alunos daquela escola que uma Biblioteca nova, bonita, arrumada e com professores bibliotecários que promovam o gosto pela leitura e atualização?

Verdadeiramente há dias felizes! e esperam-se muitos anos de felicidade (e aprendizagem) para os alunos e professores daquela escola  



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

397 - Novos tempos requerem novas competências

Confesso que o episódio que me ocorreu hoje ao comprar esta revista num quiosque me deixou a pensar o resto do dia (e alegre também dada a sequência dos acontecimentos e a naturalidade com que se deram).

Contexto:
Passo pelo quiosque e vejo a capa da revista, interessou-me, pego nela e preparo-me para a pagar.

A vendedora, olhando para o "maduro" que compra a revista fica curiosa com a capa da mesma e lê as gordas...

Interessa-se pela palavra "engajadores"

Pronuncia-a alto "Engajadores?" pensa que está mal escrito ou que não existe a palavra.

Riposto que sim, explico-lhe num português rápido que significa: "arranjar gajos para trabalhar"

A conversa termina com a seguinte resposta por parte da vendedora: "tenho de ir ao telemóvel ver a palavra no google"
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Pois... vivemos mesmo outros tempos. A escola é que parece não ter entendido e a política centra-a na memorização sem sentido e num saber cada vez mais livresco!

Num dia de exame de professores, importa perguntar: para que queremos nós professores (e já agora, bibliotecas!)


domingo, 15 de dezembro de 2013

396 - Literacia da informação

Numa das minhas últimas visitas a uma Biblioteca Escolar, esta no concelho de Setúbal, deparei-me com estes cadernos dos quais também sou possuidor.

Após uma observação mais atenta reparei que já datavam de 1991!

Mil novecentos e noventa e um, imagine-se!

Se considerar que o meu filho mais velho nasceu em 1990 e que acaba de concluir  o seu mestrado, tem-se a noção do tempo que já passou, da importância que alguns investigadores/professores deram à literacia da informação numa era ainda sem Internet e do muito de não foi feito.

Materiais não faltam! falta é a escola, os professores e algumas estruturas do Ministério da Educação  compreenderem que o paradigma mudou, mas mudou já há muito tempo! quantas mais gerações não serão preparadas para o mundo do trabalho onde irão entrar mais tarde ou mais cedo? 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

395 - Concurso de leitura

É sempre bom visitar uma escola e ver algo a acontecer!
Numa altura em que se ouvem alguns professores bibliotecários a dizer que cada vez é mais difícil a articulação curricular e que ninguém está disposto a colaborar, sabe bem assistir à realização de uma atividade de parceria. Na Escola Básica de Pinhal de Frades no Seixal, o departamento de Língua Portuguesa e a Biblioteca Escolar organizam um concurso de leitura, bem à maneira da TV. Foi giro ver o entusiasmo dos meninos e foi ainda melhor ver que a articulação é bem possível. É só querer!
Destas atividades só podem sair mais e melhores leitores.

 


domingo, 8 de dezembro de 2013

394 - A promoção da leitura nas Bibliotecas Escolares

Nestes quase três anos que levo como coordenador interconcelhio para as bibliotecas escolares nunca me tenho esquecido de perguntar, quando visito uma biblioteca escolar, sobre como está a escola no relativo aos empréstimos domiciliários: os alunos requisitam muito ou pouco, tem aumentanto, diminuído, que ações têm sido feitas tendo em vista a promoção da leitura? ...

Confesso que, por vezes, saio desiludido de algumas bibliotecas ao percecionar que alguns professores bibliotecários baixam os braços e acham que é uma inevitabilidade que os alunos não leiam.

Discordo deste ponto de vista. Tento argumentar e dar-lhes pistas...

Foi com muito agrado que vi na BE Carlos Ribeiro em Pinhal de Frades, concelho do Seixal, que uma das minhas sugestões tinha sido acolhida e que o fundo documental mais destinado aos alunos do 2º ciclo tinha sido reorganizado e lhe dada nova arrumação e organização. Pelos vistos esta estratégia tem dado bom resultado. Viva quem tenta!




sábado, 7 de dezembro de 2013

393 - Encontro de novos Professores Bibliotecários

 Um dos aspectos interessantes do encontro de novos professores bibliotecários dos concelhos de Almada e Seixal foi a visita ao centro de ciência da EB1 do Alto do Moinho (concelho do Seixal)

Este centro de ciência foi oferecido à escola pela Associação de Pais há dois anos e tem feito o seu caminho conseguindo novas parcerias.

Este centro fica ao lado da Biblioteca. Os alunos investigam no laboratório e na biblioteca procuram mais informação.

  
 Gostei especialmente do balde onde esteve água do mar que secou e onde se formaram cristais o que serviu de pretexto para as boas perguntas:
- Então o que aconteceu? então a água não era limpa? então como se formam os cristais? então?, então?

Fez-me logo lembrar a canção da Adriana Calcanhoto:
Por que os ossos doem
Enquanto a gente dorme?
Por que os dentes caem?
Por onde os filhos saem?
Por que os dedos murcham
Quando estou no banho?
Por que as ruas enchem
Quando está chovendo?
Quanto é mil trilhões
Vezes infinito?
Quem é Jesus Cristo?
Onde estão meus primos?

 Felizes as bibliotecas que fomentam o questionamento dos alunos e os põem a pensar!





quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

392 - Encontro de novos professores bibliotecários


 Há dias de trabalho que se consubstanciam num enorme prazer. Hoje foi dia de um encontro Intermunicipal para novos professores bibliotecários dos concelhos de Almada e do Seixal.
Tivemos ocasião de visitar duas bibliotecas escolares: A EB1 do Alto do Moinho no concelho do Seixal e a EBI Elias Garcia na Sobreda, Concelho de Almada. Foi mesmo riquíssima a partilha de experiências:
- Descobrimos que aquilo que parecia impensável, afinal até é realizável;
- Descobrimos que há bibliotecas que se organizam de forma diferente;
- Descobrimos que há bibliotecas do 1º Ciclo em que há livre acesso e tudo é possível;
- Descobrimos que há bibliotecas do 2º e 3º ciclo que descobriram o seu lugar nas redes sociais;
- Descobrimos que há bibliotecas em que  o bom gosto impera;
- Descobrimos mil e um pequenos pormenores organizativos que desconhecíamos;
- Descobrimos que pode haver colaboração entre professores / professores e biblioteca / professores bibliotecários; que há boas práticas de leitura, ...
- Descobrimos que a decoração de uma biblioteca não é despiciente;
- Lemos documentação e refletimos sobre o papel e lugar da BE na escola;

Em síntese: há dias produtivos e felizes!







sábado, 30 de novembro de 2013

391 - A biblioteca faz a diferença

Há frases felizes. Há frases que saem bem e que se poder tornar slogan. Esta é uma delas e que foi apresentada pela Biblioteca Escolar da EBI do Miradouro de Alfazina numa reunião concelhia onde se discutia a biblioteca escolar. A Biblioteca pode fazer (ou faz!) mesmo a diferença. Tudo depende de nós!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

390 - O que se pode esperar de uma Biblioteca Escolar?

Dirigi hoje uma reunião concelhia de Bibliotecários Escolares e Bibliotecários Municipais. Na agenda da reunião constava, entre outros assuntos, uma análise do novo Modelo de Avaliação da Biblioteca Escolar.

Um dos grupos de trabalho que tinham sido criados para realizar esta análise apresenta o slide constante neste post. Este refere-se ao Quadro estratégico das Bibliotecas Escolares 2014-2020.

Não pude deixar de interromper a apresentação sugerindo a todos os presentes que colassem esta imagem na capa dos seus cadernos de apontamentos e à porta de cada Biblioteca Escolar. Todos concordaram!

Não sei se é fácil ou difícil chegar lá, sei que é por aqui que vamos e é isto que queremos das nossas bibliotecas!  

sábado, 23 de novembro de 2013

389 - alunos monitores da Biblioteca

De visita a uma Biblioteca Escolar do Concelho de Almada, deparo-me logo à entrada com uma cartaz apelando à inscrição de alunos como monitores da Biblioteca Escolar.

Fiquei logo alerta... Gostei de ver as condições que eram oferecidas e as tarefas que estes necessitariam de desempenhar.

Não imagino se há muitos pretendentes ou não, sei que, ao chegar, me deparei com um miúdo já crescido que se oferecia para a tarefa.

Não pude deixar de ficar maravilhado com a ideia:
- Numa altura em que há falta de recursos humanos para a BE há quem se coloque do lado da solução e procura respostas possíveis;
- Os alunos aprendem a tornar-se responsáveis por algo. aprendem a saber o que é estar do "outro lado". Os alunos aprendem a cidadania e o voluntariado.
- Os alunos aprendem a dar valor à biblioteca e aos seus recursos.

Parabéns à PB 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

388 - Ser Professor Bibliotecário em Portugal - Artigos em duas revistas europeias


 









































Após publicação de um artigo na  revista dinamarquesa de Bibliotecas Escolares “Skolebiblioteket”, no seu número referente aos meses de Março/Abril de 2013, tive o grato prazer de ver o mesmo artigo ter sido publicado na Revista Polaca "Biblioteka Centrum Informacji" no seu número 03/2013. Ambos os artigos têm o título:  Ser Professor Bibliotecário em Portugal.

No artigo apresento, em grandes linhas, o programa da Rede de Bibliotecas Escolares, nascido em 1996 e os seus principais objetivos; abordo a questão da promoção da qualidade do programa, o salto qualitativo que significou o modelo da avaliação das Bibliotecas Escolares e refiro como razões principais do sucesso do programa o trabalho em rede entre o gabinete RBE, as estruturas do MEC, os CIBE, os SABE’s, o Plano Nacional de Leitura e a institucionalização da figura do Professor Bibliotecário.
O texto termina referindo os instrumentos de apoio ao trabalho dos professores bibliotecários portugueses, como sejam, a formação contínua promovida pela RBE, a página web do programa, a lista de discussão e partilha, a presença do programa RBE nas redes sociais e a existência da plataforma moodle.    

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A revista polaca de bibliotecas contém ainda uma entrevista que me fizeram. Perguntam-me como me tornei professor bibliotecário, Qual o meu livro favorito; Se prefiro trabalhar em papel, com um computador ou com um aluno; Qual o maior sucesso da minha carreira; o quesão para mim os cursos Europeus Slamit; Qual a minha opinião sobre as bibliotecas na polónia; Como é que eu passo o tempo livre

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

387 - Projeto Europeu RECIPE


Os participantes da delegação Portuguesa (Maria da Graça Carvalha - Diretora do AE; João Paulo Proença - coordenador do Projeto e Cláudia Corado - Professora de Inglês e coordenadora de outro porjeto europeu, coordenadora de Ciclo  


A Escola Básica Carlos Gargaté participa ao longo dos próximos três anos letivos (de 1/11/2013 a 31/10/2016) num projeto Europeu no âmbito do programa Lifelong Learning Programme (Comenius centralizado) ao qual foi dado o nome: RECIPE – Regional Education Centres in Pedagogical Europe.
As ideias chave deste projeto são as seguintes:
Os parceiros propõem-se investigar como podem as escolas trabalhar em parceria com os Centros de Formação / Pedagogical Centres /departamentos governamentais, autoridades municipais de educação e centros pedagógicos dos países envolvidos para reduzir o abandono escolar precoce (ESL) para menos de 10 % - sendo esta a meta europeia a atingir até 2020. Os parceiros propõem-se explorar e avaliar os meios existentes no terreno para enfrentar esse desafio tentando perceber "o que funciona, onde e por quê? " sendo que terão em conta a variedade de contextos socioeconómicos, culturais e educacionais dos países parceiros envolvidos no projeto. Uma atenção muito especial será dada ao trabalho que se faz com as crianças e famílias provenientes de grupos desfavorecidos, incluindo migrantes e as comunidades ciganas.

Como produtos deste projeto os parceiros pretendem disponibilizar toda uma série de produtos inovadores, a saber:  “pacotes” de recursos de materiais de formação e suporte com base em atualizações cumulativas sobre o estado da arte na região de cada parceiro , análise e documentação de melhores práticas, incluindo apresentações de DVD e outros materiais audiovisuais, publicações e apresentações acadêmicas e profissionais que sejam apresentadas em simpósios/congressos nacionais e regionais , organizar uma conferência Europeia  com a temática: escola – Centros de formação um trabalho em parceria, um curso de formação online, e uma página web sustentável como base para a disseminação e exploração dos resultados do projeto para todo o espaço europeu. Os grupos-alvo são os professores, diretores, formadores e outros especialistas em educação e decisores políticos nacionais e europeus.

Os países parceiros deste projeto são os seguintes:
P1 - Norway Karmøy kommune, Pedagogical Centre
P2 - Denmark - Albertslund Pedagogical Centre
P3 - Ireland - Clare Education Centre
P4 - Greece - Directorate of Primary Education of Western Thessaloniki;
P5 - Portugal  EB Carlos Gargaté (sendo esta a única escola envolvida)

Entre os dias 10 e 14 de Novembro realizou-se em Tessalónica-Grécia o primeiro meeting do projeto (começou oficialmente a 1 de novembro) . Para esta reunião, a OT versou em torno das estratégias de implementação do plano de trabalho constituído por cinco “pacotes”:
Work Package 1 - Research and Development (WP1 - R+D)
Work Package 2 - Exploitation of Results (WP2)
 Work Package 3 - Project management (WP3)
Work Package 4 - Quality Plan (WP4)
Work Package 5 - Dissemination (WP5)

Da minha parte procuro ainda entender como podem as Bibliotecas Escolares serem vistas como recursos essenciais para esta estratégia de combate ao abandono Escolar pois creio sinceramente que o seu contributo não é dispiciente. 


terça-feira, 19 de novembro de 2013

386 - A biblioteca como um local onde se produz

De visita a uma Biblioteca Escolar do concelho de Setúbal deparo-me com uma turma a trabalhar na Biblioteca Escolar. Uns pesquisam, outros passam os apontamentos que já têm no caderno para o computador, outros preparam já a sua apresentação.

Confesso que quando penso numa biblioteca escolar e já o disse publicamente muitas vezes, penso-a como sendo um local onde se trabalha e se produz. Talvez seja ainda mais do que isto, imagino-a com uma camera de filmar, webcams, softwares de edição de imagem e som... Lá chegaremos!

A biblioteca como um sítio ode se produz. Gostei muito da aproximação a esta realidade que vi hoje. E os cachopos estavam MESMO a trabalhar!



domingo, 17 de novembro de 2013

385 - Aprender e criar o nosso próprio estilo dá trabalho


Tive há pouco tempo o privilégio de revisitar o museu Van Gogh em Amesterdão. Uma das coisas que me chamou a atenção nas duas visitas que já fiz a esse museu foi a lição de vida do mestre Van Gogh. 
Este museu está organizado de uma forma intencional pretendendo evidenciar que Van Gogh só chegou onde chegou, conseguindo o seu estilo pessoal, após ter passado toda uma  longa série de fases anteriores, onde aprendeu as mais diversas técnicas e se treinou. 
Trabalhou duro, aprendeu com mestres e com pares. Pintou naturezas mortas, fez estudo de cores e experimentou diversas técnicas de pintura. Trabalhou, suou, foi-se fazendo a si próprio.

Saberemos nós, os educadores, fazer perceber aos nossos alunos que para se ser grande e se conseguir ter um estilo próprio é necessário trabalhar muito?  E qual o papel da Biblioteca neste percurso? 





























Interessante esta recriação de uma das pinturas de Van Gogh que vi na rua. Para se recriar uma obra é necessário conhecê-la bem!