Numa altura que constatamos serem necessárias evidências que demonstrem o papel das BE na aprendizagem, dá jeito ter uma destas
Precisamos de inventar as Bibliotecas deste século. Estas deverão ser algo muito pouco estático, continuamente reinventadas, tecnologicamente avançadas e, sobretudo, ao serviço do utilizador.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
132 - Ensinar os nativos digitais
Navegando na Net, descobri um post de Jorge Simões que me pareceu excelente e que aqui publico em parte. Quem o quiser continuar a ler terá de clicar na link que colocarei no fim do post e que remete para a fonte original. Como é óbvio, a autoria não é minha. Apenas acho que vale a pena a divulgação do post...
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"Mark Prensy em dois artigos publicados em 2001 (Prensy, 2001a e Prensky, 2001b) e, mais recentemente, no livro Teaching Digital Natives – Partnering for Real Learning, apresenta a sua visão sobre a geração de pessoas que, nascidas nas décadas de 1980 e 1990, estavam a entrar no século XXI tendo vivido sempre imersos num mundo dominado pela tecnologia. Esta geração, que Prensky designa por nativos digitais, cresceu tendo como “língua” nativa a linguagem digital das tecnologias de informação e comunicação. Por oposição, as gerações anteriores, onde encontram ainda muitos dos professores dos nativos digitais, são imigrantes digitais. Estes, podem aprender a nova “língua” digital mas esta nunca será a sua “língua” nativa. Por isso, falarão sempre a “língua” digital com sotaque. A partir desta visão metafórica do contexto em que vive a geração dos nativos digitais, Prensky defende a necessidade de uma adaptação radical dos métodos de ensino a essa realidade onde coexistem as diferentes vivências dos alunos, os nativos digitais, e as dos seus professores, os imigrantes digitais. A existência dos nativos digitais é também defendida por Downes (2006) e por Tapscott (1998) que designa essa geração por “net generation”. Os nativos digitais são também designados por geração Y.

A contrapor a estas perspectivas de existência de uma geração digital em relação à qual os sistemas de ensino tradicionais se encontram desfasados há quem defenda a procura de mais evidências empíricas que sustentem a necessidade de adaptar os sistemas de ensino aos nativos digitais. Bennett, Maton e Kervin (2008) criticam a existência de uma geração digital tão distinta das gerações anteriores que obrigue a novos métodos de ensino. Defendem a necessidade de estudos mais aprofundados argumentando que o uso de tecnologias e as competências digitais reveladas pelos indivíduos da geração actual de estudantes não é uniforme. Embora reconhecendo que vivemos num mundo fortemente influenciado pela tecnologia assim como a adesão das gerações mais novas a essa realidade, argumentam a necessidade de aprofundar a investigação neste domínio e evitar o que designam por “pânico moral”.
Independentemente da polémica à volta deste tema e de haver a necessidade de investigar com maior profundidade a adaptação dos sistemas de ensino aos nativos digitais, a existência desta geração digital é um facto. E não faltam estudos empíricos que o demonstram: ver, por exemplo os posts Inquérito EU Kids Online: Políticas de Segurança na Internet e Software Social no Ensino e os estudos da Kaiser Family Foundation e da Nielsen Company.
Qual será então o caminho a seguir?"
Ler o resto aqui
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"Mark Prensy em dois artigos publicados em 2001 (Prensy, 2001a e Prensky, 2001b) e, mais recentemente, no livro Teaching Digital Natives – Partnering for Real Learning, apresenta a sua visão sobre a geração de pessoas que, nascidas nas décadas de 1980 e 1990, estavam a entrar no século XXI tendo vivido sempre imersos num mundo dominado pela tecnologia. Esta geração, que Prensky designa por nativos digitais, cresceu tendo como “língua” nativa a linguagem digital das tecnologias de informação e comunicação. Por oposição, as gerações anteriores, onde encontram ainda muitos dos professores dos nativos digitais, são imigrantes digitais. Estes, podem aprender a nova “língua” digital mas esta nunca será a sua “língua” nativa. Por isso, falarão sempre a “língua” digital com sotaque. A partir desta visão metafórica do contexto em que vive a geração dos nativos digitais, Prensky defende a necessidade de uma adaptação radical dos métodos de ensino a essa realidade onde coexistem as diferentes vivências dos alunos, os nativos digitais, e as dos seus professores, os imigrantes digitais. A existência dos nativos digitais é também defendida por Downes (2006) e por Tapscott (1998) que designa essa geração por “net generation”. Os nativos digitais são também designados por geração Y.
A contrapor a estas perspectivas de existência de uma geração digital em relação à qual os sistemas de ensino tradicionais se encontram desfasados há quem defenda a procura de mais evidências empíricas que sustentem a necessidade de adaptar os sistemas de ensino aos nativos digitais. Bennett, Maton e Kervin (2008) criticam a existência de uma geração digital tão distinta das gerações anteriores que obrigue a novos métodos de ensino. Defendem a necessidade de estudos mais aprofundados argumentando que o uso de tecnologias e as competências digitais reveladas pelos indivíduos da geração actual de estudantes não é uniforme. Embora reconhecendo que vivemos num mundo fortemente influenciado pela tecnologia assim como a adesão das gerações mais novas a essa realidade, argumentam a necessidade de aprofundar a investigação neste domínio e evitar o que designam por “pânico moral”.
Independentemente da polémica à volta deste tema e de haver a necessidade de investigar com maior profundidade a adaptação dos sistemas de ensino aos nativos digitais, a existência desta geração digital é um facto. E não faltam estudos empíricos que o demonstram: ver, por exemplo os posts Inquérito EU Kids Online: Políticas de Segurança na Internet e Software Social no Ensino e os estudos da Kaiser Family Foundation e da Nielsen Company.
Qual será então o caminho a seguir?"
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sábado, 8 de janeiro de 2011
131 - A presença das Bibliotecas Escolares no Facebook
Não me interessando, neste post, reflectir sobre a "qualidade" do que as Bibliotecas Escolares publicam no Facebook, (essa será uma questão para ser aqui publicada mais à frente) quero apenas chamar a atenção para o poder e a penetração que o Facebook tem na sociedade actual não fazendo sentido que as Bibliotecas Escolares não aproveitem este espaço para nele terem uma presença activa fazendo marketing/advocacy.
A título de exemplo, colocam cartazes à porta da Biblioteca promovendo este ou aquele evento e esquecem-se que os seus utilizadores estão frequentemente no Facebook onde tudo é sabido a uma velocidade louca!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
130 - Revista Galega da Educação
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
129 - Dropbox
Embora já não assunto novo para mim, só há poucos dias começei a usar a dropbox... preguiça? o facto de ter uma giga pen? o medo da "nuvem" que nos guarda tudo mas depois, um dia, fecha serviços...
Não interessa. O facto é que instalei, começei a usar e tornei-me fã!
Qual o conceito? É ter um espaço num servidos online onde se guardam os nossos ficheiros e que depois pode ser sincronizado com cada um dos computadores em que trabalhamos de modo a que nada se perca quanto às actualizações.
Tem também a vantagem de se poderem compartilhar ficheiros ou pastas com colaboradores e, tal como o google docs, poderemos ter uma única versão num trabalho colaborativo...
Qual o senão? o espaço online é pequeno (2 Giga de início). Para quem estava habituado a ter imenso espaço e ter tudo na pen, torna-se difícil escolher o que se quer ter online e o facto de ficarmos totalmente dependentes da net se trabalharmos num computador público, pois nesse caso não queremos sincronizar os nossos trabalhos e deixá-los acessíveis a todos...
Não interessa. O facto é que instalei, começei a usar e tornei-me fã!
Qual o conceito? É ter um espaço num servidos online onde se guardam os nossos ficheiros e que depois pode ser sincronizado com cada um dos computadores em que trabalhamos de modo a que nada se perca quanto às actualizações.
Tem também a vantagem de se poderem compartilhar ficheiros ou pastas com colaboradores e, tal como o google docs, poderemos ter uma única versão num trabalho colaborativo...
Qual o senão? o espaço online é pequeno (2 Giga de início). Para quem estava habituado a ter imenso espaço e ter tudo na pen, torna-se difícil escolher o que se quer ter online e o facto de ficarmos totalmente dependentes da net se trabalharmos num computador público, pois nesse caso não queremos sincronizar os nossos trabalhos e deixá-los acessíveis a todos...
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
128 - Bibliotecas Escolares Portuguesas - ponto da situação
Graças à Luísa Alvim tive acesso a um vídeo sobre promoção da leitura que foi elaborado a propósito do centésimo aniversário da Associação de Bibliotecas Finlandesas
Dei por mim a pensar... Senti-me orgulhoso de pertencer ao programa da Rede de Bibliotecas Escolares e mais icncretamente ao seu Gabinete que nasceu em 1996 (tem portanto quase 15 anos). Orgulho-me de em apenas 15 anos termos já atingido um nível fantástico tendo em conta o enorme atraso que tínhamos em relação aos países nórdicos.
Quantos países se podem orgulhar de ter uma rede que:
- Integrou mais de 2000 Bibliotecas em Rede e lhes dá apoio?
- Tem um Programa oficial de Formação que formou milhares de professores em centenas de acções de formação contínua desde 2006.
- Tem um conjunto de aproximadamente 1500 professores Bibliotecários a tempo inteiro (ou quase) que dão apoio às Bibliotecas Escolares dos agrupamentos
- Tem um modelo de Auto-avaliação das Bibliotecas Escolares
- Tem um conjunto de aproximadamente 50 coordenadores interconcelhios que apoiam os professores Bibliotecários das escolas e ajudam a implementar o programa RBE ao longo da país
- ...
Quantos países se podem orgulhar disto? muito poucos! sei-o de experiência própria através de contactos que fui estabelecendo em toda a Europa e de redes de Bibliotecários. Ou não têm Bibliotecas em determinados Ciclos de ensino, ou não têm professores Bibliotecários, ou estes não têm estatuto nem formação ou sei lá que mais...
É verdade que muita coisa nasce do berço (veja-se o vídeo acima), é verdade que se demora anos a colher os frutos de um trabalho, mas estamos no bom caminho. Nascemos muito tarde mas queremos fazer. Muito faz quem quer. Estamos de parabéns. Não temos de nos envergonhar do nosso programa!
Saibamos consolidá-lo!
Dei por mim a pensar... Senti-me orgulhoso de pertencer ao programa da Rede de Bibliotecas Escolares e mais icncretamente ao seu Gabinete que nasceu em 1996 (tem portanto quase 15 anos). Orgulho-me de em apenas 15 anos termos já atingido um nível fantástico tendo em conta o enorme atraso que tínhamos em relação aos países nórdicos.
Quantos países se podem orgulhar de ter uma rede que:
- Integrou mais de 2000 Bibliotecas em Rede e lhes dá apoio?
- Tem um Programa oficial de Formação que formou milhares de professores em centenas de acções de formação contínua desde 2006.
- Tem um conjunto de aproximadamente 1500 professores Bibliotecários a tempo inteiro (ou quase) que dão apoio às Bibliotecas Escolares dos agrupamentos
- Tem um modelo de Auto-avaliação das Bibliotecas Escolares
- Tem um conjunto de aproximadamente 50 coordenadores interconcelhios que apoiam os professores Bibliotecários das escolas e ajudam a implementar o programa RBE ao longo da país
- ...
Quantos países se podem orgulhar disto? muito poucos! sei-o de experiência própria através de contactos que fui estabelecendo em toda a Europa e de redes de Bibliotecários. Ou não têm Bibliotecas em determinados Ciclos de ensino, ou não têm professores Bibliotecários, ou estes não têm estatuto nem formação ou sei lá que mais...
É verdade que muita coisa nasce do berço (veja-se o vídeo acima), é verdade que se demora anos a colher os frutos de um trabalho, mas estamos no bom caminho. Nascemos muito tarde mas queremos fazer. Muito faz quem quer. Estamos de parabéns. Não temos de nos envergonhar do nosso programa!
Saibamos consolidá-lo!
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
127 - Internet segura
Bom... Começo por uma declaração de princípios! Acho a Internet tão insegura como é inseguro andar na rua e como inseguro é viver numa grande cidade.
Todos sabemos que é necessário algum cuidado ao andar de transportes públicos, levantar dinheiro, falar com estranhos, dizer num café que vamos de férias, ...
Pois, a Internet reproduz a sociedade. como não somos todos anjinhos, também para nela se mover são necessários alguns cuidados...
Aceito que é preciso ensinar miúdos e alguns adultos a navegar com segurança, pois se até a mulher do chefe dos serviços secretos ingleses colocou fotos de família no facebook...
Vale a pena andar por aqui: http://www.seguranet.pt/blog
Todos sabemos que é necessário algum cuidado ao andar de transportes públicos, levantar dinheiro, falar com estranhos, dizer num café que vamos de férias, ...
Pois, a Internet reproduz a sociedade. como não somos todos anjinhos, também para nela se mover são necessários alguns cuidados...
Aceito que é preciso ensinar miúdos e alguns adultos a navegar com segurança, pois se até a mulher do chefe dos serviços secretos ingleses colocou fotos de família no facebook...
Vale a pena andar por aqui: http://www.seguranet.pt/blog
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